A nutrição tem evoluído e se especializado em diversas áreas para atender cada vez melhor as necessidades dos indivíduos. Saiba mais sobre os dois tipos de nutrição que estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, a nutrição esportiva e a nutrição hospitalar.

Nutrição Esportiva




Está crescendo muito o número de pessoas que pratica atividade física, seja em academias ou ao ar livre, praticando caminhada, corrida ou andando de bicicleta. Muitas fazem exercícios visando a perda de peso ou o bem-estar de um modo geral, mas outras pessoas têm as competições esportivas como o seu objetivo principal. No entanto, tanto quem faz exercícios somente por lazer quanto quem pratica atividade física de forma profissional, deve cuidar da alimentação. Afinal, para obter um resultado positivo nada melhor do que ter uma alimentação voltada para as suas necessidades.

Mas, como saber o tipo de alimentação adequado para cada pessoa? A nutrição esportiva (área acadêmica ligada ao curso de Educação Física e Nutrição) é a forma encontrada por muitos atletas que desejam ter uma alimentação saudável e balanceada e que leve em consideração o tipo de exercício que é realizado e o objetivo que se pretende atingir. Afinal, entre os objetivos da nutrição esportiva está a promoção da saúde, a melhora do desempenho do atleta e a otimização da recuperação do corpo pós-exercício.

Além do treinamento físico, a alimentação adequada é um fator importantíssimo e que influencia no desempenho dos atletas. Por isso, eles seguem uma dieta específica correspondente à atividade física que desenvolvem.

E ao contrário do que muita gente imagina é importante se alimentar bem tanto antes quanto depois dos exercícios. Afinal, antes do exercício é preciso preparar o corpo para a atividade que será desenvolvida. Assim sendo, os alimentos indicados irão fornecer a energia necessária aos músculos para que o atleta reduza o cansaço durante o treino, aumente o tempo de atividade e aguente o período de treinamento. Após o exercício, os alimentos indicados irão ajudar a recuperar os músculos que foram exigidos durante a atividade física. Ou seja, se a refeição for deficiente, o atleta não conseguirá atingir o resultado desejado. Por isso, quem é especialista em nutrição esportiva pode indicar os alimentos que podem ajudar ou prejudicar o desempenho do atleta.

Vale lembrar ainda que para ganhar massa muscular magra ou perder gordura, a recomendação é ter uma alimentação saudável e balanceada, e de preferência, em intervalos menores, ou seja, de 3 em 3 horas, não passando, portanto, mais de 4 horas sem comer. Por isso, não se deve fazer exercícios em jejum ou permanecer em jejum por muito tempo.

Nutrição Hospitalar




A forma como nos alimentamos é importante em qualquer fase da nossa vida. No entanto, quando alguém fica doente e precisa passar algumas horas ou dias no hospital, o cuidado com a nutrição tem que ser redobrado, mesmo porque é preciso seguir uma dieta adequada ao seu quadro clínico. Por isso, os hospitais contam com nutricionistas que elaboram o cardápio de acordo com a enfermidade e o tempo de recuperação do paciente.

Se antigamente a comida de hospital era considerada inssossa ou ruim, com o tempo essa percepção foi sendo modificada devido à evolução da nutrição hospitalar, ou nutrição clínica. Isto porque além de ser oferecida ao paciente uma refeição balanceada, saborosa e saudável, procura-se levar em consideração os hábitos alimentares do paciente, as suas preferências e até os hábitos regionais. Ou seja, realiza-se um atendimento personalizado com relação à comida. Até mesmo porque há pacientes que têm restrições alimentares, não podendo comer certos tipos de alimentos, seja por causa de rejeição do seu organismo ou porque o alimento não é adequado para a sua recuperação.

A alimentação correta também ajuda o paciente na sua recuperação, podendo até ter efeito terapêutico, pois auxilia no processo de reabilitação de quem está hospitalizado, seja de forma direta (atuando na cura da doença) ou de maneira coadjuvante (atuando na evolução clínica do paciente). Afinal, a tendência é o paciente se sentir saciado, com mais força e disposição se a comida ingerida no hospital corresponder ao tipo de alimentação a que está acostumado, e que satisfaça suas necessidades nutricionais. Mesmo porque uma alimentação adequada acaba por refletir diretamente no tempo de permanência do paciente no hospital e até na diminuição da mortalidade.

O setor de nutrição clínica é o responsável por cuidar da alimentação nos hospitais. Os profissionais, ao elaborar o cardápio, irão fazer um planejamento de acordo com a recomendação do médico e com a evolução do quadro de saúde do paciente. O cuidado com a nutrição dos pacientes também se estende aos responsáveis por levar as refeições para quem está internado, já que a troca de alimentação de um paciente para o outro pode até levar a morte. Pessoas com diabetes, com quadro de hipertensão ou com alergia a determinados alimentos devem ter cuidados especiais.

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