Você já ouviu falar em Morinda Citrofolia Linn? Não? E em noni? Pois é, essa fruta ainda obscura no Brasil tem causado uma certa polêmica desde que começou a ser consumida e seus produtos vendidos.

Alguns dizem que ela é ótima para saúde, mas por aqui os produtos derivados da fruta estão proibidos de serem comercializados pela Anvisa.

A verdade é que o noni ainda está sendo estudado. Já se sabe muita coisa sobre a fruta, mas não tudo. Ou seja, alguns benefícios já são claros, mas pode haver alguns malefícios ainda não esclarecidos.

Benefícios do Noni

O noni, originário da Ásia e Polinésia, se adaptou muito bem às condições climáticas brasileiras. A fruta cultivada por aqui pode ser colhida durante o ano todo. O que sabemos até o momento é que o noni possui muita concentração de vitamina C. Só para ter uma ideia, 100 gramas da fruta suprem quase três vezes a necessidade diária do nosso organismo.

O noni é amplamente utilizado em seus países de origem para tratar de vários problemas de saúde. Frutos, cascas e folhas são usados para curar infecções na pele e couro cabeludo. Micoses, feridas, furúnculos e outros problemas são tratados assim. Além das propriedades anti-inflamatórias, outros relatos dão conta de suas propriedades antioxidantes. Dessa forma, o noni pode proteger contra o envelhecimento precoce, cardiopatias, diabetes, arterosclerose e até mesmo alguns tipos de cânceres.

Doenças respiratórias como resfriados, tosses, inflamações de garganta, asma e alergias também são tratadas com noni. Além disso, a fruta ainda pode melhorar as funções intestinais. Náuseas, vômitos, diarreias e outros desconfortos gastro-intestinais são tratados com noni. Para completar, o noni ainda é usado naquelas bandas para aliviar cólicas menstruais e sintomas da TPM. Alguns estudos indicam que o noni possui serotonina, o que ajudaria a melhorar o humor, a disposição e o sono. Essa característica pode ajudar muito o sistema nervoso como um todo, prevenindo doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Devo Consumir o Noni?

Os benefícios relatados pelos países que consomem noni há anos são muitos, porém estudos conclusivos ainda estão em andamento. O informe da Anvisa é claro:

Com o intuito de proteger e promover a saúde da população, os produtos contendo noni não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso sejam atendidos“.

Na verdade, há uma suspeita de que o noni esteja ligado a casos de toxicidade hepática e outros efeitos colaterais. Há poucos estudos laboratoriais conclusivos, mas em contrapartida existe muita literatura científica que comprova os efeitos medicinais da fruta.

Alguns nutricionistas dizem que os problemas hepáticos podem ser decorrência do consumo exagerado, mas não dá pra ter 100% de certeza se é isso ou se realmente os componentes do noni podem desencadear problemas no fígado.

Como o noni tem cheiro e sabor, digamos, fortes, geralmente se mistura seu suco com outra fruta mais agradável, como uva, maracujá, goiaba e limão. Nutricionistas pró noni recomendam que o consumo não ultrapasse 30ml de suco por dia. Na verdade, a fruta é realmente muito nutritiva e tem propriedades antioxidantes, mas no fim das contas seu consumo tem que ter supervisão médica.

As considerações finais do relatório da Anvisa são as seguintes:

As publicações científicas sobre o suco de noni têm trazido muita controvérsia sobre sua segurança como alimento. Considerando tratar-se de uma solicitação de registro de um novo alimento sem histórico de consumo no país e que teria consumo livre sem supervisão profissional, a avaliação de sua segurança deve ser baseada em critérios rígidos. É notória, ainda, a falta de estudos sistemáticos avaliando o suco de noni em humanos nos países onde o produto é consumido. Assim, as evidências científicas avaliadas até o momento não comprovam a segurança dos produtos contendo Morinda citrifolia para uso como alimento. Portanto, com o intuito de proteger e promover a saúde da população, os produtos contendo Noni não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso sejam atendidos.

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