A Fitoterapia é o uso das plantas medicinais, in natura ou secas, sem a utilização dos compostos bioativos isolados, sendo preparadas conforme o senso comum (sabedoria popular) ou métodos derivados de pesquisas atuais.

Os fitoterápicos são compostos obtidos a partir de plantas medicinais, utilizados em forma de extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco e outros. Esses fitoterápicos devem oferecer garantia de qualidade, ter efeitos terapêuticos comprovados, composição padronizada e segurança de uso para a população. A eficácia e a segurança devem ser validadas em bibliografia e/ou publicações indexadas e/ou estudos farmacológicos e toxicológicos pré-clínicos e clínicos.

O Brasil possui mais de 100,000 espécies de vegetais. E devido a esse grande número de espécies, apenas 8% dessas espécies vegetais foram estudadas. O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos auxilia todas as etapas de produção de fitoterápicos que vão desde as pesquisas até a comercialização do produto.

Em 2005, com a parceria entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, alguns ministérios, consultores e pesquisadores, foi possível elaborar uma lista de espécies vegetais já utilizadas nos serviços de saúde públicos. E em 2008, a partir deste documento, foi elaborada uma lista oficial chamada Renisus (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS). A seguir, a lista completa em ordem alfabética:

Achillea millefolium – Mil-folhas, aquiléia, mil-em-rama
Allium sativum – Alho
Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis) – Babosa
Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa) – Alpínia, falso-cardamomo, pacová
Anacardium occidentale – Cajueiro
Ananas comosus – Abacaxi
Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea – Pau-ferro
Arrabidaea chica – Crajiru, pariri, cipó-cruz
Artemisia absinthium – Losna, absinto
Baccharis trimera – Carqueja
Bauhinia spp (B. affinis, B. forficate ou B. variegata) – Pata-de-vaca
Bidens pilosa – Picão-preto
Calendula officinalis – Calêndula
Carapa guianensis – Andiroba
Casearia sylvestris – Guaçatonga
Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita – Camomila
Chenopodium ambrosioides – Erva-de-santa-maria, mentrasto, mentruço, mentruz
Copaifera spp – Copaíba
Cordia spp (C. curassavica ou C. verbenacea) – Erva-baleeira
Costus spp (C. scaber ou C. spicatus) – Cana-do-brejo
Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri) – Sacacá
Curcuma longa – Açafrão, açafrão-da-terra, cúrcuma
Cynara scolymus – Alcachofra
Dalbergia subcymosa – Verônica
Eleutherine plicata – Marupari, marupazinho
Equisetum arvense – Cavalinha
Erythrina mulungu – Mulungu
Eucalyptus globulus – Eucalipto
Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana – Pitanga
Foeniculum vulgare – Funcho, falsa erva-doce
Glycine max – Soja
Harpagophytum procumbens – Garra-do-diabo
Jatropha gossypiifolia – Jalapa, pinhão-roxo
Justicia pectoralis – Anador, chambá
Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum – Pirarucu, folha-da-fortuna
Lamium album – Urtiga branca
Lippia sidoides – Alecrim-pimenta, alecrim-bravo
Malva sylvestris – Malva
Maytenus spp (M. aquifolium ou M. ilicifolia) – Espinheira-santa
Mentha pulegium – Poejo, menta-miúda
Mentha spp (M. crispa, M. piperitaou M. villosa) – Menta, hortelã
Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata) – Guaco
Momordica charantia – Melão-de-são-caetano
Morus sp – Amoreira, amora
Ocimum gratissimum – Alfavaca
Orbignya speciosa – Coco babaçu
Passiflora spp (P.alata, P. edulis ou P. incarnata) – Maracujá, passiflora
Persea spp (P. gratissima ou P. americana) – Abacateiro
Petroselinum sativum – Salsa, salsinha, cheiro-verde
Phyllanthus spp (P. amarus, P. niruri, P. tenellus e P. urinaria) – Quebra-pedra
Plantago major – Tanchagem
Plectranthus barbatus = Coleus barbatus – Falso-boldo, boldo-de-jardim
Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides) – Erva-de-bicho
Portulaca pilosa – Ora-pró-nóbis, beldroega
Psidium guajava – Goiaba-branca
Punica granatum – Romã
Rhamnus purshiana – Cáscara-sagrada
Ruta graveolens – Arruda
Salix alba – Salgueiro-branco
Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira – Aroeira
Solanum paniculatum – Jurubeba
Solidago microglossa – Arnica brasileira
Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam – Barbatimão
Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini) – Jambolão, Jamelão
Tabebuia avellanedeae – Ipê-roxo, pau-d´arco
Tagetes minuta – Coari, cravo-de-defunto
Trifolium pratense – Trevo-dos-prados, trevo-vermelho
Uncaria tomentosa – Unha-de-gato
Vernonia condensata – Boldo-baiano, boldo-japonês
Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes) – Assa-peixe
Zingiber officinale – Gengibre

Essa relação também pode ser vista no seguinte endereço eletrônico:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf

Hoje, na era da internet, é possível encontrar inúmeras informações sobre as vantagens da fitoterapia. O que leva ao aumento da procura e consequentemente, da oferta desses produtos. Com isso, nos últimos anos, o setor de produtos naturais vem despertando a atenção de consumidores preocupados com a saúde, que buscam alternativas de tratamento. Da mesma forma, cada vez mais profissionais de saúde estão adequando-se a nova realidade, buscando tratamentos com menos efeitos colaterais para seus pacientes.

A PRESCRIÇÃO DE FITOTERÁPICOS

Quanto à prescrição e recomendação dos fitoterápicos, alguns profissionais da área de saúde são habilitados a prescrição enquanto outros são habilitados apenas à recomendação. São eles:

Habilitados a prescrição de fitoterápicos: Médico; Nutricionista; Fisioterapeuta; Cirurgião Dentista (fitoterápicos específicos para área odontológica); Veterinário (fitoterápicos específicos para área veterinária); Farmacêuticos, Biomédicos e Enfermeiros. Todos devidamente especializados na área de fitoterapia.

Habilitados a recomendação de fitoterápicos: Terapeuta (técnicos em acupuntura, podólogos, técnicos em quiropraxia e terapeutas holísticos, sem manipulação, somente de venda livre); Psicólogos e Naturólogos.

Não utilize nenhum medicamento por conta própria, pois podem haver reações adversas e/ou interações com outros medicamentos e alimentos. Consulte um profissional da área de saúde e exija a especialização quanto à fitoterapia.

REFERÊNCIAS:

RESOLUÇÃO CFN N° 525/2013.
RESOLUÇÃO Nº 241, DE 29 DE MAIO DE 2014.
http://www.fitoterapia.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=312&itemid=2
RESOLUÇÃO COFFITO Nº. 380, De 3 De Novembro De 2010.
RESOLUÇÃO Nº 546 DE 21 DE JULHO DE 2011.

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