Não é nenhuma novidade que o alho faz bem para saúde. Além de estimular nosso sistema imunológico (muito bom para gripe, seu chá hidrata e combate os sintomas), tem ação antioxidante (selênio), ajuda a reduzir o colesterol prevenindo problemas cardiovasculares, leva mais oxigênio para os tecidos através do germânio que contém e ainda previne o câncer e alivia sintomas da tensão pré-menstrual como dor de cabeça, dor nos seios e na região lombar.

O alho ainda tem muitas vitaminas e minerais: A, B1, B2, B6, C, E, ácido fólico, potássio, enxofre, magnésio, cálcio, selênio, iodo, zinco, sódio. Seu odor pode ser desagradável por conta da alicina, o princípio ativo do alho. Mas saiba que essa mesma alicina que confere o cheiro forte do alho ajuda na desintoxicação do fígado e no bom funcionamento do coração. A alicina tem propriedades anti-inflamatórias e antibactericidas.

A alicina é basicamente aquele líquido amarelo que sai quando esprememos o alho. Seu odor forte deixa tudo impregnado e dá até mau hálito, mas a ela carrega várias vitaminas e minerais indispensáveis para nossa saúde.

Consumindo o alho diariamente

Muita gente utiliza o alho só como tempero, mas ele pode ser ingerido in natura diariamente. O recomendado é ferver uma colher de sopa de alho em uma xícara de água e tomar esse chá 3 vezes ao dia. Se preferir ingerir o alho in natura, o recomendado são entre 600 e 900 mg por dia. Equivale mais ou menos a dente de alho grande, ou dois menores.

Outra solução é consumir o óleo de alho em formato de cápsulas. Extraído da parte interna da planta, o óleo de alho é usado para prevenir vários problemas de saúde, além de ser antiviral, anti fúngico e antibactericida. Tem ainda gente que usa para tratamento de pele e para emagrecer, já que o alho é termogênico e ajuda a controlar o colesterol.

Geralmente se substitui o chá de alho pelo óleo de alho, ingerindo 2 ou 3 cápsulas ao dia. Mas sempre consulte o rótulo do produto e o mais importante, seu médico ou nutricionista. Algumas pessoas podem ser sensíveis ou alérgicas ao alho. Também não é recomendado que gestantes tomem o óleo de alho, ou mulheres amamentando.

Como o alho é forte, o indicado é ingerir o chá ou cápsulas antes das refeições, para que o estômago não fique desprotegido e evite náuseas, irritação no estômago, diarreia e vômitos. Consumir muito alho antes e depois de cirurgias também não é recomendado, pois pode aumentar o risco de hemorragias pós–operatórias.

Como fazer o óleo de alho caseiro

Além de consumir o óleo de alho em cápsulas, você pode fazer o óleo de alho caseiro. São duas formas de fazer, uma para usá-lo para fins medicinais, outra para usá-lo na comida.

Óleo de alho para fins medicinais: descasque a cabeça de alho, macere ou pique os dentes e coloque-os em uma garrafa. Adicione azeite extra-virgem e deixe a mistura descansar por 2 dias. Balance a garrafa de vez em quando nesse período para que o azeite se misture bem. Depois basta usar.

Óleo de alho para tempero: pegue 1 cabeça de alho e meia xícara de azeite extra-virgem. Descasque o alho e coloque em uma panela com o azeite aquecido no fogo (baixo) para dourá-lo, sem deixar queimar. Quando o azeite escurecer um pouco, corte o alho na própria panela e deixe-o descansar por 1 minuto. Retire e coe para aproveitar só o óleo que restou e guarde em uma garrafa (pode ser guardado na geladeira).

Note que o óleo feito por esse processo pode ser usado para fins medicinais também, mas como o alho foi ao fogo, pode ter suas propriedades medicinais reduzidas. O aquecimento do alho implica na perda de aliinase, enzima que promove a quebra da importante alicina. Menos aliinase, menos alicina quando ingerimos o alho.

O bom de ser fazer o óleo de alho caseiro é que, diferentemente das cápsulas, ele pode ser usado para outros tratamentos, como da caspa (basta passar no couro cabeludo), da acne, infecções de ouvido e dores de dentes (basta pingar um pouco).

O óleo de alho ainda é usado esteticamente para fortalecer os cabelos e unhas e para ajudar no emagrecimento.

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